O Open Insurance no Brasil deixou de ser apenas uma promessa regulatória e entrou na fase de execução prática. Para seguradoras, 2026 representa um marco: o ano em que a adequação às normas deixa de ser opcional e passa a ser obrigatória.
A SUSEP estabeleceu diretrizes claras através da Resolução CNSP nº 415/2021 e da Circular SUSEP nº 635/2021, que exigem das seguradoras a implementação de APIs padronizadas, capazes de compartilhar dados com outros participantes do ecossistema financeiro. Estamos falando de bancos, fintechs, corretoras e outras instituições que precisarão se comunicar de forma fluida com os sistemas das seguradoras.
Agora, o desafio técnico é garantir APIs de alta disponibilidade, seguras e totalmente interoperáveis com um ecossistema que não para de crescer.

O que mudou com o Open Insurance?
Open Insurance é fundamentalmente sobre compartilhamento controlado de dados. Seguradoras precisam disponibilizar informações de produtos, propostas e apólices através de APIs que seguem padrões técnicos específicos, permitindo que clientes autorizem o acesso a seus dados por outras instituições.
A fase atual do programa, segundo a Resolução CNSP nº 415/2021, exige que seguradoras implementem camadas completas de compartilhamento de dados cadastrais e transacionais. Diferente das fases iniciais focadas em dados abertos de produtos, agora entramos no território de integração profunda com consentimento do cliente.
Os números mostram o crescimento acelerado do sistema. Segundo dados da PwC Brasil, as requisições de Open Insurance subiram 80% em um ano, saltando de 8,4 milhões em 2023 para 15,2 milhões em 2024. A SUSEP reporta que entre setembro de 2023 e setembro de 2024, o Open Insurance no Brasil somou cerca de 16,5 milhões de transações. A adequação vai além de cumprir a lei, pois é também uma oportunidade de participar ativamente de um ecossistema em franca expansão.
Os requisitos técnicos que as seguradoras precisam atender
As especificações técnicas do Open Insurance Brasil são detalhadas e rigorosas. Seguradoras precisam implementar infraestrutura de APIs que atenda padrões específicos de disponibilidade, performance e segurança estabelecidos nos manuais técnicos elaborados pela Estrutura de Governança do Open Insurance.
A arquitetura de segurança exige implementação de OAuth 2.0, criptografia de dados em trânsito e em repouso, além de mecanismos robustos de autenticação e autorização. Cada endpoint precisa estar documentado segundo padrões OpenAPI 3.0, permitindo que desenvolvedores de terceiros entendam exatamente como interagir com seus sistemas.
A interoperabilidade vai além da tecnologia. Seguradoras precisam se integrar com o Diretório Central de participantes, gerenciar consentimentos através de interfaces padronizadas e manter logs auditáveis de todas as transações por períodos determinados pela regulação.
O prazo para conformidade total está se aproximando, e o descumprimento pode resultar em multas significativas, suspensão de comercialização de produtos e danos reputacionais consideráveis.

O dilema do time de TI
Para gestores, o cenário é desafiador. Pesquisa da Economist Intelligence Unit (2021) revelou que empresas em média possuem um backlog de projetos de TI planejados que remonta entre três meses e um ano. Adicionar um projeto complexo como Open Insurance nessa fila significa comprometer entregas estratégicas ou correr o risco de não conformidade.
Segundo estudo publicado no Journal WJAETS (2024), pesquisas indicam que esforços de padronização em APIs podem reduzir custos de implementação em 30-40% comparado a abordagens proprietárias, além de acelerar significativamente os prazos de integração. O problema é que times internos nem sempre possuem essa expertise especializada.
Desenvolver APIs de Open Insurance internamente demanda conhecimento específico sobre padrões regulatórios, arquitetura de microsserviços, segurança em APIs financeiras e gestão de consentimento. São competências que times internos de TI nem sempre dominam, o que aumenta o tempo de desenvolvimento e a probabilidade de retrabalho.
A complexidade também está na manutenção contínua. APIs precisam evoluir conforme a regulação avança, novos participantes entram no ecossistema e padrões técnicos são atualizados. Isso cria uma demanda permanente de capacidade técnica especializada.
A solução: desenvolvimento sob medida com especialistas
Terceirizar o desenvolvimento de APIs para Open Insurance com parceiros especializados resolve o problema de tempo e expertise simultaneamente. A NextAge oferece desenvolvimento de software sob medida focado exatamente nesse tipo de desafio regulatório e técnico.
Então, enquanto nosso time cuida da arquitetura de conexão e conformidade regulatória, o time interno da seguradora continua focado nas demandas do core business. Não há desvio de capacidade produtiva nem comprometimento de projetos estratégicos.
Dados do setor de seguros mostram que APIs bem implementadas podem aumentar a eficiência operacional em até 30% e reduzir custos de manutenção em 25%. Empresas como Lemonade e MetLife construíram suas operações modernas em torno de arquiteturas API-first, obtendo benefícios como aprovação instantânea de apólices, gestão de políticas em tempo real e fluxos operacionais otimizados.

Próximos passos para sua seguradora
A adequação ao Open Insurance precisa começar com diagnóstico técnico. Avaliar o estado atual da arquitetura de sistemas, identificar quais APIs já existem e quais precisam ser desenvolvidas, mapear integrações necessárias com o ecossistema e estabelecer cronograma realista até 2026.
Com o prazo regulatório se aproximando, seguradoras que iniciam o processo agora têm margem confortável para implementação gradual, testes extensivos e ajustes antes das datas limite. Deixar para última hora aumenta riscos operacionais e custos de desenvolvimento emergencial.
Conversar com especialistas que já implementaram soluções similares economiza meses de curva de aprendizado. A NextAge trabalha com instituições financeiras, desde modificações no sistema atual para se adequar a novas legislações até melhorias para maior eficiência do negócio.
Conformidade como porta de entrada para modernização
Open Insurance não é apenas uma obrigação regulatória que precisa ser cumprida. É também uma oportunidade de modernizar a infraestrutura tecnológica, melhorar a experiência do cliente e abrir novos canais de distribuição.
Escolher o parceiro certo para essa jornada faz diferença na velocidade de implementação, na qualidade técnica da solução e na capacidade de evoluir conforme o mercado se transforma. A NextAge entrega não apenas conformidade regulatória, libera também capacidade interna para que sua equipe de TI foque no que realmente gera valor competitivo para o negócio.

Português
English









