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Privacy-Enhancing Technologies (PETs): o que são e como protegem seus dados em 2026

A quantidade de dados gerados, compartilhados e processados diariamente nunca foi tão grande — e os riscos associados também não. Vazamentos, uso indevido de informações pessoais e não conformidade com regulamentações como a LGPD e o GDPR são ameaças reais para empresas de todos os portes.

As Privacy-Enhancing Technologies (PETs) surgem como resposta a esse cenário: um conjunto de tecnologias e técnicas que permite usar dados de forma segura e ética, sem expor informações sensíveis. Não se trata de abrir mão do uso dos dados — mas de usá-los de forma responsável.

O que exatamente são Privacy-Enhancing Technologies (PETs)?
Mãos segurando ícones de cadeado digital com linhas de conexão, representando proteção de dados e segurança cibernética.

As Privacy-Enhancing Technologies (PETs) são tecnologias, técnicas e práticas criadas especificamente para proteger a privacidade de indivíduos e os dados de empresas. O objetivo é manter a integridade e a confidencialidade das informações durante todo o ciclo de vida do dado: do armazenamento até a análise e transmissão.

Quando empresas adotam as PETs, elas conseguem maximizar o uso seguro de dados, reduzindo os riscos de exposição e permitindo um controle mais efetivo sobre o que é compartilhado ou não.

A NextAge, por exemplo, focada em segurança e inovação, entende que o uso responsável e seguro dos dados é essencial para construir confiança e proporcionar tranquilidade a seus clientes e usuários. Por isso, adotamos critérios rigorosos de segurança e privacidade de dados em nossos serviços, como no Outsourcing 2.0, no Deep Discovery e na Sustentação de Sistemas 2.0.

As PETs evoluíram em resposta à necessidade cada vez maior de proteger dados pessoais e empresariais de ataques cibernéticos e invasões de privacidade. Especialmente com a implementação de regulamentações como o GDPR na Europa e a LGPD no Brasil, que exigem medidas rigorosas para a proteção de dados.

Os resultados das PETs no mundo real são perceptíveis: elas aumentam a segurança das informações e promovem a confiança entre empresas e consumidores, permitindo um uso ético e seguro dos dados.

As principais categorias de PETs

Criptografia

A criptografia é a espinha dorsal das PETs. Ela transforma dados em formato ilegível, garantindo que apenas partes autorizadas possam acessá-los.

Criptografia de ponta a ponta garante que apenas remetente e destinatário leem a mensagem — nem mesmo o provedor do serviço tem acesso. É o padrão do WhatsApp e de aplicativos de comunicação corporativa como Signal.

SSL/TLS protege dados em trânsito na internet. Quando você acessa um site com “https://”, o SSL/TLS está ativo, criando um canal criptografado entre seu navegador e o servidor.

Criptografia homomórfica é a fronteira mais avançada do setor: permite realizar cálculos diretamente sobre dados criptografados, sem jamais precisar descriptografá-los. Na prática, uma instituição financeira pode analisar dados de crédito de um cliente sem nunca ver os dados reais. Ainda é computacionalmente intensiva, mas casos de uso em saúde e finanças já estão em produção.

Privacidade Diferencial

Técnica utilizada por empresas como Apple e Google para coletar estatísticas agregadas sem identificar usuários individuais. Funciona adicionando “ruído” matemático controlado aos dados — o suficiente para tornar impossível identificar uma pessoa específica, mas sem comprometer a utilidade da análise agregada.

É especialmente relevante para empresas que fazem análise de comportamento de usuários e precisam demonstrar conformidade com a LGPD.

Anonimização e Pseudonimização

Anonimização remove todos os identificadores que poderiam associar um dado a uma pessoa específica — nome, CPF, endereço, e qualquer combinação de atributos que permita reidentificação. Dados anonimizados corretamente saem do escopo da LGPD.

Pseudonimização substitui identificadores diretos por códigos ou tokens. Os dados continuam vinculados a um indivíduo (com a chave de reidentificação guardada separadamente), mas protegidos em caso de vazamento. É o padrão recomendado para bancos de dados de clientes, prontuários médicos e dados financeiros.

A distinção importa: a LGPD trata anonimização e pseudonimização de forma diferente, com obrigações distintas para cada caso.

Computação Segura Multipartes (MPC)

Permite que múltiplas partes realizem um cálculo conjunto usando seus dados privados, sem que nenhuma delas precise revelar suas informações às outras. Um exemplo prático: três hospitais querem treinar um modelo de IA com dados de pacientes sem compartilhar os prontuários entre si. Com MPC, o modelo é treinado sobre os dados combinados sem que nenhum hospital acesse os dados dos outros.

É uma tecnologia em crescimento acelerado, especialmente em contextos de colaboração entre empresas concorrentes ou entre setor público e privado.

Redes Privadas Virtuais (VPNs)

VPNs criam um túnel criptografado entre o dispositivo do usuário e a internet, mascarando o endereço IP e dificultando rastreamento de localização e atividades. São especialmente úteis para equipes em trabalho remoto acessando sistemas corporativos via redes públicas.

Importante destacar: VPNs protegem o tráfego em trânsito, mas não garantem anonimato absoluto. Elas são uma camada de proteção, não uma solução completa de privacidade.

Navegação Segura e Anti-Rastreamento

Navegadores como Brave, Firefox com extensões de privacidade, e a rede Tor bloqueiam rastreadores, fingerprinting e coleta de dados de navegação. Para empresas, isso é relevante na definição de políticas de uso de dispositivos corporativos e na proteção contra vazamento de informações via comportamento de navegação.

Gerenciamento de Identidade e Acessos (IAM)

IAM é o conjunto de processos e tecnologias que controla quem acessa o quê dentro de uma organização. Vai além de senhas: inclui autenticação multifatorial (MFA), controle de privilégios mínimos, monitoramento de acessos e revogação automática de permissões.

Em termos de LGPD, IAM é diretamente relevante para demonstrar que apenas pessoas autorizadas tiveram acesso a dados pessoais — um requisito central em caso de auditoria ou incidente.

PETs e LGPD: a conexão direta

A LGPD estabelece princípios como minimização de dados, segurança, prevenção e responsabilização. PETs são, na prática, as ferramentas técnicas que permitem cumprir esses princípios:

  • Minimização → anonimização e pseudonimização reduzem o volume de dados pessoais expostos
  • Segurança → criptografia protege dados em repouso e em trânsito
  • Prevenção → IAM limita o acesso antes que um incidente ocorra
  • Responsabilização → logs de acesso e trilhas de auditoria demonstram conformidade

Empresas que já adotam PETs estão em posição muito mais confortável em caso de fiscalização pela ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) ou notificação de incidente de segurança.

Benefícios para empresas além da conformidade

Adotar PETs não é apenas sobre evitar multas. Os ganhos práticos incluem:

  • Redução do impacto de vazamentos: dados anonimizados ou criptografados têm valor zero para um atacante
  • Habilitação de parcerias de dados: empresas podem compartilhar insights com parceiros sem expor dados brutos de clientes
  • Vantagem competitiva: consumidores e empresas B2B cada vez mais avaliam práticas de privacidade na hora de escolher fornecedores
  • Menor superfície de risco: menos dados identificáveis armazenados significa menos responsabilidade em caso de incidente

Como a NextAge aborda privacidade de dados

Na NextAge, privacidade e segurança de dados não são requisitos adicionais — são critérios de arquitetura desde o início do projeto. Nos serviços de Outsourcing de Desenvolvimento, Sustentação de Sistemas e Deep Discovery, aplicamos práticas de minimização de dados, controle de acessos e criptografia como parte do processo padrão.

Se sua empresa está revisando sua postura de privacidade — seja por exigência da LGPD, por uma auditoria interna ou por uma iniciativa estratégica — fale com a NextAge e avalie como estruturar isso na prática.

FAQ — Perguntas frequentes sobre PETs

O que são Privacy-Enhancing Technologies?

São tecnologias e técnicas projetadas para proteger a privacidade de dados durante todo o seu ciclo de vida — coleta, armazenamento, processamento e transmissão — permitindo o uso seguro e ético de informações sem expor dados sensíveis.

PETs são obrigatórias pela LGPD?

A LGPD não cita PETs pelo nome, mas exige medidas técnicas de segurança, minimização de dados e prevenção de incidentes — princípios que PETs implementam diretamente. Na prática, adotá-las é a forma mais concreta de demonstrar conformidade técnica.

Qual a diferença entre anonimização e pseudonimização?

Na anonimização, a reidentificação é tecnicamente impossível — os dados saem do escopo da LGPD. Na pseudonimização, a reidentificação é possível com uma chave separada — os dados ainda são pessoais sob a lei, mas com proteção adicional em caso de vazamento.

Criptografia homomórfica já é usada na prática?

Sim, em casos de uso específicos em saúde e finanças, onde o custo computacional elevado é justificado pelo nível de sensibilidade dos dados. Para a maioria das aplicações corporativas, criptografia convencional combinada com anonimização ainda é a abordagem mais viável.

Como saber quais PETs minha empresa precisa adotar?

Depende do tipo de dado que você processa, da finalidade do tratamento e do seu setor. Uma avaliação de maturidade de privacidade — como um Assessment Estratégico — é o ponto de partida mais eficiente para mapear riscos e priorizar ações.

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