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Inteligência Artificial para negócios: como começar a usar essa tecnologia

Há alguns anos, falar em Inteligência Artificial no contexto de negócios soava como coisa de gigantes da tecnologia ou startups com muito dinheiro para gastar. Hoje, essa percepção mudou.

Atualmente, ferramentas de IA estão disponíveis para empresas de qualquer porte, a custos progressivamente menores e com uma curva de aprendizado muito mais acessível do que no passado. Não é preciso ter um time de cientistas de dados para começar. Tampouco é preciso reformular toda a operação de uma vez.

Este texto existe para responder, de forma prática, a pergunta que muitos gestores fazem: por onde começar?

Profissional de tecnologia analisando fluxo de processos automatizados em tela com sobreposição de rede digital

O que a IA pode fazer por um negócio?

Antes de falar em como implementar, vale entender o que a IA faz, de fato, no dia a dia de uma empresa 

IA não é sinônimo de robôs substituindo pessoas. Na prática corporativa, ela funciona como uma camada de inteligência aplicada a processos: analisa dados, identifica padrões, automatiza tarefas repetitivas e gera informações úteis para decisões.

Alguns exemplos concretos por área:

  • Atendimento ao cliente: chatbots e assistentes virtuais que resolvem dúvidas comuns 24 horas por dia, liberando a equipe humana para casos mais complexos.
  • Marketing: personalização de campanhas, análise de comportamento de audiência, geração de conteúdo e testes automáticos de mensagens.
  • Financeiro: detecção de anomalias em transações, previsão de fluxo de caixa, categorização automática de despesas.
  • Operações: previsão de demanda, otimização de estoque, identificação de gargalos em processos internos.

O que cada uma dessas aplicações tem em comum? Todas geram retorno mensurável, seja em tempo economizado, custo reduzido ou receita gerada. E nenhuma delas elimina o papel das pessoas: muda o que as pessoas precisam fazer, não se elas são necessárias.

Por que agora é o momento certo para começar?

O custo de adoção caiu de forma significativa. As ferramentas ficaram mais acessíveis. E os dados mostram uma aceleração difícil de ignorar: segundo o IBGE (Pintec Semestral 2024), o uso de IA nas indústrias brasileiras saltou de 16,9% em 2022 para 41,9% em 2024, um crescimento de 25 pontos percentuais em dois anos. IA foi a tecnologia avançada que mais cresceu nesse período.

No cenário global, a McKinsey (The State of AI in early 2024) aponta que 72% das organizações já utilizam IA em ao menos uma função do negócio. E uma pesquisa da IBM com mais de 2.400 tomadores de decisão de TI, incluindo o Brasil, mostrou que 78% das empresas brasileiras planejavam ampliar seus investimentos em IA até o final de 2025, com 48% já observando retorno positivo.

A leitura disso nos mostra que empresas que ainda não começaram a explorar IA estão acumulando desvantagem competitiva. Isso porque quem já está usando está operando com mais eficiência, tomando decisões mais rápidas e atendendo melhor.

Como identificar onde a IA pode atuar no seu negócio

Não existe resposta única. O ponto de partida correto depende do contexto de cada empresa, e é justamente por isso que muita gente erra: escolhe uma ferramenta antes de entender o problema.

Um método simples para encontrar os melhores pontos de entrada é mapear três categorias de processo:

  • Tarefas repetitivas de baixo valor estratégico: são candidatas naturais à automação. Se alguém da equipe faz a mesma ação dezenas de vezes por semana, é um sinal de alerta.
  • Gargalos que dependem de análise manual de dados: relatórios que demoram horas, decisões que esperam por alguém para consolidar planilhas, esses pontos são onde a IA gera retorno rápido.
  • Interações de alto volume e baixa complexidade: como dúvidas frequentes de clientes ou solicitações internas padronizadas.

Perguntas que ajudam nesse diagnóstico: onde a equipe gasta mais tempo em tarefas que não exigem julgamento? Quais processos dependem de informação que já existe nos sistemas, mas que ninguém processa a tempo? Onde o volume de demanda supera consistentemente a capacidade de resposta?

💡 A NextAge realiza esse mapeamento junto com você, identificando oportunidades de integração de IA com foco em ROI, antes de qualquer decisão de investimento.

Executivo usando tablet em escritório com ilustração de Inteligência Artificial para negócios ao fundo, representando análise de dados, automação e machine learning

Os tipos de solução de IA mais usados por negócios hoje

Para facilitar a decisão de onde começar, vale conhecer as principais categorias de solução disponíveis hoje.

  • Agentes de IA e assistentes virtuais são sistemas que executam tarefas de forma autônoma ou que interagem com usuários em linguagem natural. Vão além dos chatbots simples: conseguem consultar bases de dados, acionar outros sistemas e concluir fluxos completos sem intervenção humana. O impacto direto está em atendimento, suporte interno e automação de fluxos operacionais.
  • IA aplicada à análise de dados e decisão transforma volumes grandes de informação em insights acionáveis. Dashboards preditivos, alertas automáticos, identificação de tendências de mercado, tudo isso reduz o tempo entre dado e decisão, que é onde muito dinheiro se perde nas empresas.
  • Automação de processos com IA (RPA + IA) combina automação tradicional de tarefas com inteligência para lidar com variações. Ideal para processos financeiros, de RH e logística.
  • Geração e personalização de conteúdo é talvez a aplicação mais visível no momento. IA que cria rascunhos, adapta mensagens por segmento, sugere variações de campanha. 

O que considerar antes de implementar?

Implementar IA sem preparação é uma receita para frustração. Não pela tecnologia em si, mas por fatores de contexto que afetam diretamente o retorno.

  • Maturidade digital do negócio. IA precisa de dados para funcionar. Se os processos ainda dependem de planilhas desatualizadas ou sistemas que não se comunicam entre si, o primeiro passo pode ser estruturar essa base antes de partir para soluções mais sofisticadas.
  • Integração com o que já existe. A solução precisa conversar com o ERP, o CRM, o sistema de atendimento. 
  • Equipe: contratar, terceirizar ou alocar? Essa é uma das decisões mais importantes. Montar um time interno de IA do zero é caro e demorado. A maioria das empresas que obtém resultado rápido opta por parceiros especializados, seja para projetos pontuais ou para alocação de profissionais já formados. Não à toa, uma pesquisa com quase 4.300 executivos globais mostrou que 99% dos líderes terceirizam serviços essenciais de TI para reduzir riscos operacionais.
  • Mensuração desde o início. Um dado preocupante: segundo estudo da TOTVS, apenas 7% das empresas brasileiras calculam o ROI de suas iniciativas de IA. Ou seja, 93% estão investindo sem saber se está valendo a pena. Definir métricas antes de começar, tempo economizado, custo por atendimento, taxa de conversão, é o que separa uma implementação bem-sucedida de um projeto que vai engavetar.

Profissional de tecnologia analisando fluxo de processos automatizados em tela com sobreposição de rede digital

Comece com um projeto piloto

Não existe uma única sequência correta para implementar IA em um negócio. O ritmo depende do contexto e da maturidade digital da empresa. Dito isso, a abordagem que mais gera resultado na prática segue uma lógica progressiva.

  1. Diagnóstico: mapeamento dos processos com maior potencial de retorno, avaliação da infraestrutura existente e definição de métricas de sucesso. Essa etapa determina se faz sentido seguir em frente e para onde.
  2. Piloto: implementação em escopo limitado, com prazo definido e objetivo claro. O piloto serve para validar a hipótese, aprender com o uso real e apresentar resultados concretos internamente.
  3. Ajuste: com base nos dados do piloto, refinamento da solução antes de expandir. Aqui entram as correções de rota que fazem toda a diferença na fase seguinte.
  4. Escala: aplicação da solução validada em outras áreas ou replicação do modelo em novos processos. Essa fase é onde o ROI se consolida.

Conclusão

Inteligência Artificial não é uma aposta para o futuro. Já é uma vantagem competitiva no presente, e quem ainda está esperando o momento certo para começar está adiando ROI.

Começar exige um diagnóstico do negócio, clareza sobre o que se quer medir e um parceiro que entenda tanto de tecnologia quanto de operação.

Se você quer entender como a IA pode ser aplicada especificamente ao seu negócio, com foco em ROI e sem perder tempo com soluções que não fazem sentido para o seu contexto, fale com a NextAge.

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