Nenhuma empresa contrata desenvolvimento de software esperando que o projeto fracasse. Mas os números contam uma história diferente: cerca de 40% dos projetos de software não entregam o que foi prometido, segundo o Standish Group Chaos Report. Outros 19% são cancelados antes de chegar ao fim, e 52% excedem prazo ou orçamento.
O mais revelador: a maioria desses fracassos não acontece por falha técnica. Segundo a Forbes Tech Council, falhas de tecnologia são a última causa na lista. Os projetos afundam muito antes do primeiro sprint, nas decisões tomadas na hora de escolher o fornecedor, definir o escopo e estruturar o contrato.
Se você está avaliando contratar uma empresa de desenvolvimento de software, ou se já passou por uma experiência frustrante nesse processo, este guia foi feito para você. A seguir, detalhamos os 8 erros mais comuns e o que fazer diferente em cada um deles.

Por que tantos projetos de software falham?
Antes de entrar nos erros, vale entender o padrão. O Standish Group acompanha projetos de tecnologia há décadas e identificou as principais causas de falha: requisitos mal definidos lideram, presentes em 39% dos casos; scope creep aparece em 33%; planejamento inadequado em 29%; e falhas de comunicação em 25%. Problemas técnicos ficam em último lugar, com apenas 17%.
Isso significa que contratar bem é, em grande parte, uma questão de processo, clareza e critério na escolha do parceiro, não de sorte ou de orçamento.
Os 8 erros mais comuns ao contratar desenvolvimento de software
Erro 1: contratar sem ter objetivos claros
Imagine começar uma obra sem planta baixa. É exatamente isso que acontece quando uma empresa chega ao fornecedor com uma ideia vaga: “preciso de um sistema”, “quero um app”, “quero digitalizar esse processo”.
Sem objetivos claros, qualquer entrega pode parecer certa durante o projeto, e qualquer falha pode ser contestada ao final. O fornecedor entrega o que entendeu; o cliente esperava outra coisa. Resultado: retrabalho, conflito e custo extra.
Antes de entrar em contato com qualquer fornecedor, documente pelo menos:
- Qual problema o software vai resolver
- Quem vai usar o sistema e em qual contexto
- Quais funcionalidades são essenciais (e quais são apenas desejáveis)
- Qual é o critério de sucesso em 6 e 12 meses
Esse documento de uma página é o ponto de partida para qualquer escopo honesto. Sem ele, você está pedindo para o fornecedor adivinhar, e a conta desse “adivinhar” vai aparecer mais para frente.
Como a NextAge trabalha nisso: todo projeto começa com um mapeamento de escopo assistido por IA, antes do primeiro sprint, para garantir que o que foi acordado é exatamente o que será entregue.
Erro 2: deixar o escopo aberto e abrir caminho para o scope creep
Scope creep é o nome técnico para um problema muito comum: o projeto começa com um escopo definido e vai crescendo ao longo da execução, uma funcionalidade de nada aqui, um ajuste rápido ali, até que o orçamento e o prazo original não fazem mais sentido.
É o segundo maior causador de falhas em projetos de software, presente em 33% dos casos segundo o Standish Group. E ele raramente chega com uma placa de aviso: começa pequeno, cresce silencioso.
O IBM Systems Sciences Institute documentou um dado que explica bem o impacto: uma mudança de requisito na primeira semana do projeto custa, em média, 1 hora de trabalho de engenharia. A mesma mudança na semana 8 custa 10 vezes mais.
Um caso extremo que ilustra o risco: o programa ECSS, da Força Aérea dos Estados Unidos, gastou US$ 1,1 bilhão ao longo de anos tentando modernizar sua logística com um ERP. Foi cancelado sem entregar nada utilizável. O scope creep sem controle foi citado como uma das causas principais.
Para evitar: exija um backlog priorizado antes do início do desenvolvimento, com processo formal de change request para qualquer mudança de escopo. Mudanças existem em todo projeto, mas precisam passar por avaliação de impacto antes de qualquer execução.
Como a NextAge trabalha nisso: o backlog é estruturado antes do primeiro sprint. Qualquer mudança de escopo passa por avaliação formal de impacto em prazo e custo, antes de ser incorporada ao projeto.
Erro 3: escolher o fornecedor só pelo menor preço
A proposta mais barata raramente é a mais econômica. Um orçamento muito abaixo da média pode indicar três coisas: falta de experiência, escopo mal compreendido ou time aquém do necessário para o projeto. Em qualquer um dos casos, o custo real aparece depois.
O McKinsey Global Institute documentou que o custo mediano de estouro orçamentário em grandes projetos de TI supera 45% do valor original. E 17% dos projetos grandes chegam a um ponto que ameaça a existência da própria empresa.
Além do preço, o que avaliar antes de fechar contrato:
- Portfólio com cases de projetos similares ao seu (porte, complexidade e setor)
- Metodologia de trabalho documentada (como funciona um sprint, como são feitos testes, como é o code review)
- SLA contratual com critérios de aceite definidos
- Estabilidade do time (há cláusula de reposição de profissional?)
- Processo de comunicação e acesso ao time técnico
Red flags a observar: ausência de processo de testes documentado, time sem perfis especializados (QA, DevOps, analista), sem cases de projetos concluídos, proposta genérica sem detalhamento de escopo.
Como a NextAge trabalha nisso: com mais de 600 projetos entregues em 19 anos de mercado e clientes como Sicredi, XP e WEG, a NextAge traz histórico concreto, não promessa de menor preço.
Erro 4: não exigir SLA e métricas de qualidade
SLA é a sigla para Service Level Agreement: o acordo contratual que transforma expectativa em obrigação. Em desenvolvimento de software, é o documento que define o que o fornecedor deve entregar, com qual qualidade e em qual prazo, e o que acontece quando isso não acontece.
Contratar sem SLA é assinar um contrato de esperança.
O que um bom SLA de projeto de software deve incluir:
- Critérios de aceite por sprint (o que precisa funcionar para a entrega ser validada)
- Tempo de resposta e correção para bugs críticos
- Processo de escalonamento em caso de desvio de prazo
- Cobertura mínima de testes por entrega
- Métricas de progresso que o cliente pode acompanhar
Métricas que um fornecedor de qualidade deve reportar: velocidade de sprints, cobertura de testes, número de bugs por sprint e débito técnico acumulado. Se o fornecedor não souber responder o que são essas métricas, é um sinal de alerta.
Vale lembrar: segundo o Standish Group, 29% das falhas em projetos de software são atribuídas diretamente a testes insuficientes e ausência de qualidade assegurada.
Como a NextAge trabalha nisso: o SLA é contratual e o code review é assistido por IA em 100% do desenvolvimento. O cliente acompanha relatórios atualizados de progresso, qualidade e saúde do projeto, sem depender de reunião de status para saber o que está acontecendo.
Erro 5: subestimar a importância da comunicação
“O projeto atrasou porque a comunicação falhou.” Essa frase resume boa parte dos fracassos em tecnologia: segundo o Standish Group, falhas de comunicação são identificadas em 57% dos projetos que fracassam.
O problema é que comunicação, nesse contexto, não significa apenas ter reuniões. Significa ter canais diretos com o time técnico, documentar decisões, registrar mudanças de requisito, ter critérios claros de aceite por sprint e um processo definido de feedback.
Cada camada de intermediários entre o cliente e o desenvolvedor adiciona latência. O Project Management Institute estimou que 56% do orçamento em risco em projetos está diretamente ligado a problemas de comunicação. Em um projeto de R$ 500 mil, isso representa R$ 280 mil expostos a desperdício por ruído de comunicação.
Antes de contratar, pergunte: “posso falar diretamente com o tech lead ou com o desenvolvedor que vai trabalhar no meu projeto?” A resposta diz muito sobre como o fornecedor está estruturado.
Como a NextAge trabalha nisso: o squad opera sob gestão direta do cliente. Não há camadas de intermediários entre você e o time que constrói o seu produto.
Erro 6: não verificar a estabilidade do time alocado
Trocar o desenvolvedor principal no meio de um projeto tem um custo real e muitas vezes invisível: o novo profissional precisa de semanas para entender a base de código, a lógica de negócio e as decisões técnicas tomadas até ali. Esse custo de onboarding, na maioria dos contratos, é absorvido pelo cliente, na forma de atraso.
Há também uma prática comum no mercado chamada de “bait and switch”: o fornecedor apresenta um time sênior durante a proposta e, após a assinatura, aloca profissionais com menos experiência na execução. Sem cláusula contratual de estabilidade, o cliente não tem como reclamar.
Outra armadilha: equipes muito pequenas para o escopo. Um desenvolvedor “full-stack” sozinho não substitui um squad com especialistas em front-end, back-end, QA e DevOps. Cada perfil existe por um motivo; condensar tudo em uma pessoa é uma economia que vira problema técnico.
O que exigir antes de assinar:
- Apresentação nominal dos profissionais que vão atuar no projeto
- Nível de experiência documentado de cada perfil
- Cláusula de reposição em caso de saída, com prazo e sem custo extra para o cliente
- Composição mínima do squad por tipo de projeto
Como a NextAge trabalha nisso: a reposição de profissional é garantida em contrato. Se algo mudar no squad, a NextAge resolve, sem impacto no prazo e sem custo adicional para o cliente.
Erro 7: confundir hora de trabalho com valor entregue
O modelo de contratação por hora, sem escopo definido, tem um problema estrutural: quanto mais o projeto atrasa, mais horas são faturadas. O incentivo do fornecedor e o interesse do cliente ficam desalinhados desde o início.
Isso não significa que o modelo por hora é sempre errado. Para manutenção evolutiva, demandas imprevisíveis ou projetos em fase exploratória, ele pode fazer sentido. Mas mesmo nesses casos, deve vir acompanhado de teto orçamentário, SLA e relatório de progresso por período.
Para projetos com escopo definido, o mais recomendado é o modelo de escopo fechado, com entrega por sprint validada e pagamento atrelado a marcos de entrega. Assim, o cliente sabe o que vai receber, quando vai receber e quanto vai pagar.
Os números reforçam o risco do modelo sem estrutura: segundo o Standish Group 2024, 66% dos projetos de software excedem prazo ou orçamento. A maioria deles estava em contratos sem escopo fixo ou sem mecanismo de controle de custos.
Como a NextAge trabalha nisso: o serviço de Projetos de Software da NextAge opera com escopo fechado, prazo e investimento definidos antes do início. Você sabe o que vai receber, quando vai receber e quanto vai pagar.
Erro 8: Negligenciar a fase de testes e validação
Quando o prazo aperta, a fase de testes é a primeira a ser cortada. É também onde os projetos mais frequentemente colapsam depois do lançamento.
O dado do IBM Systems Sciences Institute é direto: corrigir um bug identificado na fase de design custa, em média, 1 hora de trabalho. O mesmo bug identificado em produção pode custar 100 vezes mais para ser resolvido.
As consequências vão além do técnico. No Brasil, falhas que expõem dados de usuários podem gerar penalidades sob a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Um software com vulnerabilidades não é apenas um problema de TI; é um risco jurídico e reputacional para a empresa.
Segundo o Standish Group, 29% das falhas em projetos são atribuídas diretamente a práticas insuficientes de testes e qualidade.
O que exigir: plano de testes documentado antes do desenvolvimento, QA dedicado no squad, critérios de aceite por sprint e testes automatizados de regressão. Antes de fechar contrato, peça para ver como funciona o processo de qualidade do fornecedor. A resposta vai dizer muito.
Como a NextAge trabalha nisso: as validações são feitas com IA proprietária que cobre todos os cenários de teste antes de cada entrega, garantindo qualidade antes do deploy, não depois.
Checklist: o que perguntar antes de assinar o contrato
Use essa lista como roteiro nas conversas com fornecedores. Qualquer resposta vaga ou ausente merece atenção:
✅ O fornecedor documentou o escopo antes de fazer a proposta?
✅ Existe SLA contratual com critérios de aceite claros por sprint?
✅ O time que vai trabalhar no projeto foi apresentado nominalmente?
✅ Há cláusula de reposição de profissional sem custo extra?
✅ O processo de code review está descrito?
✅ Existe QA dedicado no squad?
✅ Como são comunicados atrasos e desvios de sprint?
✅ Os cases apresentados são de projetos de complexidade e porte similares ao seu?
✅ Qual é o processo de change request em caso de mudança de escopo?
✅ O contrato tem marcos de entrega e pagamento atrelados a eles?
Perguntas frequentes
Quais são os erros mais comuns ao contratar desenvolvimento de software?
Os erros mais frequentes são: contratar sem objetivos claros, não fechar o escopo (o que abre espaço para scope creep), escolher fornecedor apenas pelo menor preço, não exigir SLA contratual, subestimar a comunicação, ignorar a estabilidade do time, confundir hora trabalhada com valor entregue e negligenciar a fase de testes e QA. Juntos, esses erros explicam a maioria dos projetos que fracassam, atrasam ou estouram o orçamento.
Como evitar que um projeto de software atrase?
A prevenção começa antes do desenvolvimento: escopo bem definido, backlog priorizado e SLA contratual estabelecido. Durante a execução, é fundamental manter cadência de validação com o time por meio de sprints com critérios de aceite, controlar mudanças de escopo por processo formal de change request e ter visibilidade de progresso por relatórios objetivos, não por percepção subjetiva.
Vale a pena contratar um squad dedicado em vez de freelancers ou uma fábrica de software genérica?
Para projetos de média e alta complexidade, um squad dedicado oferece mais previsibilidade e qualidade. Fábricas de software genéricas podem alocar o mesmo time entre vários projetos simultâneos, reduzindo o foco. Freelancers individuais raramente cobrem todas as especialidades necessárias (front-end, back-end, QA, DevOps). Um squad dedicado com SLA e escopo fechado é a escolha mais segura para projetos estratégicos.
O que é SLA em desenvolvimento de software?
SLA (Service Level Agreement) é o acordo contratual que define os padrões mínimos de qualidade e prazo que o fornecedor deve cumprir. Em projetos de software, deve incluir critérios de aceite por sprint, tempo de resposta a bugs críticos, processo de escalonamento em caso de desvio e métricas de progresso acessíveis ao cliente. Um contrato sem SLA é uma promessa sem garantia.
Como saber se um fornecedor de software é confiável?
Avalie: histórico de projetos similares com cases documentados, processo de qualidade (QA e code review), estrutura do time com perfis e experiências específicas, modelo de comunicação com acesso direto ao time técnico e estabilidade garantida por cláusula de reposição contratual. Desconfie de propostas sem escopo detalhado, times anônimos na proposta e ausência de processo de testes.
Qual é o custo real de um projeto de software mal contratado?
Além do desperdício financeiro direto (o custo mediano de estouro supera 45% do orçamento original em grandes projetos, segundo o McKinsey Global Institute), há custos indiretos: tempo de liderança perdido em gestão de crise, oportunidade de mercado desperdiçada, retrabalho técnico e, em alguns casos, exposição à LGPD por falhas de segurança. Projetos que precisam ser refeitos do zero costumam custar de 2 a 3 vezes o orçamento original.
Conclusão: projeto de software bem contratado começa antes do código
Contratar desenvolvimento de software não precisa ser uma aposta. Os erros listados aqui, escopo vago, ausência de SLA, time instável, testes ignorados, são conhecidos, previsíveis e evitáveis. A diferença entre um projeto que entrega e um que frustra está, na maioria das vezes, em decisões tomadas antes do primeiro commit de código.
A NextAge existe para ser o lado seguro dessa equação. Com mais de 19 anos de mercado, mais de 600 projetos entregues e uma metodologia proprietária (o NextFlow AI) que aplica inteligência artificial em cada etapa do desenvolvimento, a NextAge monta squads técnicos dedicados com SLA garantido, escopo fechado e visibilidade total de progresso.
Se você tem um projeto esperando o momento certo, o time disponível, o orçamento aprovado, a clareza do escopo, esse momento pode ser agora.
Sem custo, sem compromisso. Você sai da conversa com clareza sobre o próximo passo.

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