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Contratar Tester: encontre o profissional certo para sua empresa

Decidir contratar um tester é, na maioria das vezes, reativo. O produto já foi para produção, o usuário encontrou um bug constrangedor e aí a empresa corre atrás do prejuízo. Faz sentido evitar chegar a esse ponto, e entender melhor esse profissional, quem é, o que faz, como avaliar e como contratá-lo, é exatamente isso que vamos te mostrar nesse texto. 

Mulher sorrindo segurando um notebook aberto na frente de um fundo azul com o logo da NextAge ao centro.

O que faz um tester?

Existe uma confusão bastante comum, pois muita gente ainda associa o tester àquela figura que “usa o sistema antes de lançar”. Essa visão é limitada e custosa.

O tester moderno atua ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento. Ele não apenas encontra bugs, ele trabalha para que eles não existam. Há uma diferença relevante entre QA (Quality Assurance) e QC (Quality Control) que ajuda a entender isso:

  • QC é reativo: verifica se o produto entregue atende aos requisitos.
  • QA é proativo: define processos, padrões e práticas para que problemas sejam evitados desde o início.

Na prática, os times mais maduros integram as duas abordagens. E o impacto financeiro de ignorar isso é claro. Segundo o relatório Cost of Poor Software Quality in the US: A 2022 Report, problemas de qualidade de software custaram à economia americana ao menos US$ 2,41 trilhões em 2022. Um número difícil de ignorar.

Mais próximo do dia a dia do produto: uma pesquisa da QualiTest Group revelou que 88% dos usuários abandonam um aplicativo quando encontram bugs com frequência. Ou seja, qualidade não é só sobre código, é sobre retenção, reputação e receita.

Quais são os tipos de tester?

Essa costuma ser a dúvida que mais paralisa gestores na hora de abrir uma vaga. Existe mais de um perfil, e contratar o errado pode ser tão problemático quanto não contratar ninguém.

Tester Manual

É o profissional focado em executar casos de teste sem automação. Explora o sistema como um usuário real, identificando comportamentos inesperados, inconsistências de interface e fluxos problemáticos. Funciona bem em projetos menores, em fases iniciais de produto ou quando a cobertura de automação ainda está sendo construída. Tem limitações claras em escala, pois, à medida que o produto cresce, testar tudo manualmente se torna inviável.

Tester de Automação

Cria e mantém scripts que executam testes automaticamente, regressão, integração, smoke tests e outros. Domina ferramentas como Selenium, Cypress e Playwright, entre outras. É o perfil mais recomendado para produtos em crescimento, onde a frequência de deploys é alta e testar tudo manualmente a cada ciclo seria impraticável. A curva de investimento inicial é maior, mas o retorno em velocidade e cobertura compensa.

Mãos digitando em um notebook com tela exibindo linhas de código em ambiente de terminal.

QA Engineer / SDET (Software Development Engineer in Test)

O perfil mais técnico da categoria. Escreve testes integrados ao pipeline de CI/CD, contribui diretamente no código e colabora com desenvolvedores na definição de arquitetura testável. É a escolha certa para times que operam em entrega contínua e precisam de qualidade embutida no processo, não aplicada depois.

Especialistas em Performance e Segurança

Nichos com demandas específicas. O tester de performance avalia como o sistema se comporta sob carga. O de segurança mapeia vulnerabilidades. Esses profissionais não substituem os anteriores, eles complementam quando o projeto exige esse nível de profundidade.

Tipo de projeto Perfil recomendado
MVP ou produto inicial Tester Manual
Produto em crescimento com deploy frequente Tester de Automação
Time ágil com CI/CD estruturado QA Engineer / SDET
Sistema crítico com alta carga ou dados sensíveis Especialistas em Performance/Segurança

Hard skills e soft skills: o que avaliar

O lado técnico

Para qualquer perfil de tester, algumas competências são fundamentais:

  • Conhecimento de metodologias de teste (caixa preta, caixa branca, regressão, exploratório)
  • Familiaridade com ferramentas de gestão de testes como TestRail, Xray ou Jira
  • Para automação: lógica de programação, pelo menos em nível intermediário
  • Compreensão de pipelines de CI/CD e práticas de DevOps

Para perfis mais sêniores, espere domínio em estratégias de cobertura, definição de critérios de aceite e capacidade de influenciar decisões de arquitetura pensando em testabilidade.

O lado comportamental

Um bom tester precisa de atenção a detalhes sem perder a visão do conjunto. Precisa comunicar bugs com clareza, sem criar atritos desnecessários com os desenvolvedores. E precisa de uma curiosidade investigativa genuína: o profissional que apenas executa scripts não é o mesmo que aquele que questiona o porquê de um fluxo existir daquela forma.

Autonomia para definir estratégia de testes, não apenas seguir roteiros prontos, é outro diferencial que separa os perfis medianos dos realmente valiosos.

CLT, PJ ou outsourcing? Entendendo os modelos

Não existe resposta universal aqui. O modelo certo depende do contexto da empresa, do projeto e da velocidade que o time precisa operar.

  • CLT garante vínculo mais sólido, facilita alinhamento cultural de longo prazo e funciona bem para quem vai montar uma estrutura estável de QA. O custo é mais alto e o processo seletivo tende a ser mais demorado.
  • PJ traz mais flexibilidade contratual e costuma ser a saída para empresas que precisam de um profissional específico por um período determinado. Exige maturidade na gestão e atenção ao compliance.
  • Outsourcing é a alternativa quando a empresa precisa de velocidade e não quer assumir a responsabilidade de um processo seletivo completo. Faz sentido especialmente quando o time precisa escalar rapidamente, quando o projeto tem prazo definido ou quando a empresa ainda não tem maturidade interna para gerir um QA de perto.

É exatamente nesse cenário que o modelo de Outsourcing 2.0 da NextAge se encaixa. A diferença em relação ao outsourcing tradicional está na validação: os profissionais alocados passam por avaliação técnica e comportamental antes de qualquer alocação. O cliente recebe um profissional pronto para entregar. Além disso, há Tech Leads envolvidos para garantir eficiência, contrato descomplicado e desconto no período de onboarding.

Se você está avaliando esse caminho, fale com a NextAge e entenda como o modelo funciona na prática.

Notebook com código colorido em editor de texto aberto em ambiente de desenvolvimento, com monitor ao fundo exibindo mais linhas de código.

Erros comuns ao contratar um tester

  • Contratar o tester no final do projeto: um dos erros mais clássicos e mais caros. Quanto mais tarde um bug é encontrado, mais caro ele fica. Envolver QA desde as fases iniciais, antes mesmo de escrever código, reduz retrabalho e aumenta a qualidade do produto final.
  • Exigir automação de quem é manual (e vice-versa): são perfis diferentes, com habilidades diferentes. Uma vaga que pede “tester que faz tudo” raramente encontra o candidato certo.
  • Não ter critérios técnicos objetivos na entrevista: entrevistas genéricas produzem contratações genéricas. Sem um teste prático ou uma avaliação técnica estruturada, é difícil diferenciar quem realmente domina da área.
  • Subestimar o onboarding: mesmo um profissional experiente precisa de tempo para entender o produto, o contexto e os critérios de qualidade da empresa. 
  • Isolar o tester do time de desenvolvimento: QA não é uma etapa que acontece depois do desenvolvimento, é parte do processo. Testers que trabalham integrados ao time encontram problemas mais cedo e contribuem para decisões de produto e arquitetura.

Quando terceirizar faz mais sentido do que contratar

Há situações em que montar um time interno de QA não é a decisão mais eficiente, pelo menos não no curto prazo.

Se o time é pequeno e ainda não tem volume de desenvolvimento que justifique um tester dedicado em tempo integral, um modelo de alocação por demanda pode ser mais racional. Se o prazo do projeto é apertado e não há tempo hábil para um processo seletivo, a velocidade do outsourcing passa a ser um diferencial real. E se a empresa quer automação, mas ainda não tem maturidade interna para definir estratégia, sustentar frameworks de testes e evoluir o profissional, contratar sem esse suporte tende a gerar frustração dos dois lados. 

Para essas situações, o Quality Center da NextAge é uma boa opção. Funciona como uma camada independente de validação técnica e funcional, combinando especialistas em QA com automação baseada em Inteligência Artificial. O foco está na detecção precoce de falhas e na padronização de processos, com entrega orientada à ausência de defeitos críticos e à experiência do usuário.

É um modelo pensado para quem quer qualidade real sem ter que construir tudo do zero internamente. Converse com a NextAge e veja se faz sentido para o seu contexto.

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