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As vantagens de Low Code e No Code para empresas em expansão

As abordagens de low code e no code surgem como alternativas estratégicas para complementar o desenvolvimento tradicional com mais velocidade e menos atrito.

O Gartner estima que 70% dos novos aplicativos desenvolvidos por organizações utilizarão tecnologias low code ou no code até 2026, um aumento expressivo em relação aos menos de 25% registrados em 2020. Isso é uma mudança de como as empresas desenvolvem e entregam soluções digitais, e entender como usar isso a seu favor pode ser um diferencial competitivo.

Desenvolvedor de software de óculos em perfil, concentrado, com código projetado ao fundo em ambiente escuro

Definição de low code e no code

A confusão entre os dois termos é comum, então vale explicar:

  • Low code é uma abordagem de desenvolvimento que usa interfaces visuais, componentes prontos e automações para reduzir a quantidade de código escrito manualmente. Ainda exige algum conhecimento técnico, especialmente para integrações mais complexas e personalizações avançadas.
  • No code vai um passo além, pois permite que pessoas sem qualquer background em programação criem aplicações usando apenas interfaces visuais de arrastar e soltar. Sem uma linha de código sequer.
Critério Desenvolvimento tradicional Low code No code
Conhecimento técnico necessário Alto Médio Nenhum
Flexibilidade e personalização Muito alta Alta Limitada
Velocidade de entrega Lenta Rápida Muito rápida
Escalabilidade Alta Média-alta Baixa-média
Quem pode usar Desenvolvedores Devs + usuários técnicos Qualquer colaborador

 

As vantagens para quem está expandindo sua operação

  • Velocidade de entrega 

Empresas em expansão vivem de janelas de oportunidade. Quando a necessidade de uma nova solução digital surge, o tempo entre a ideia e o produto no ar pode definir se você captura aquela oportunidade ou perde para um concorrente mais ágil.

Plataformas no code e low code permitem criar e lançar aplicações em dias ou semanas, em vez de meses. Isso significa testar hipóteses mais rápido, iterar com base em feedback real e ajustar o rumo antes de desperdiçar recursos em algo que não funciona.

  • Redução de custos operacionais

Desenvolvimento de software é caro. Cada funcionalidade nova, cada automação interna, cada relatório customizado, tudo isso tem um custo. As plataformas de low code e no code permitem que parte dessa demanda seja resolvida internamente, sem necessariamente expandir o time técnico.

Uma análise da Forrester mostrou que empresas conseguiram evitar a contratação de uma média de dois desenvolvedores ao adotar ferramentas low code e no code, gerando cerca de US$ 4,4 milhões em valor de negócio ao longo de três anos.

  • Autonomia para quem conhece o negócio

Um dos gargalos mais comuns em times de TI é a dependência de tradução: alguém da área de negócio identifica um problema, explica para o desenvolvedor, o desenvolvedor interpreta, implementa, e aí surgem ajustes porque algo foi mal compreendido. Esse ciclo consome tempo e gera retrabalho.

Com a capacidade das plataformas LCNC, os especialistas da área de negócio podem agir com precisão para eliminar gargalos e pontos fracos dos processos. 

Dito isso, esse ganho de autonomia precisa vir acompanhado de governança. Quando não existe, o risco é o chamado “shadow IT”: sistemas criados sem o conhecimento ou aprovação do departamento de TI, que acabam gerando inconsistências, falhas de segurança e problemas difíceis de rastrear. 

Profissional de tecnologia segurando tablet com editor de código aberto, sobre fundo azul tecnológico, representando As vantagens de low code e no code para empresas em expansão.

  • Flexibilidade para reagir ao mercado

Empresas em crescimento mudam de direção com frequência. Um produto que fazia sentido no início do ano pode precisar de ajustes significativos três meses depois. No desenvolvimento tradicional, mudanças assim têm custo alto: especificação, aprovação, desenvolvimento, testes, deploy.

As plataformas low code permitem entregar e alterar rapidamente uma aplicação integral, o que reduz o custo de mudança e incentiva uma cultura de iteração contínua.

Alívio sobre o time de TI

Times de TI sobrecarregados são um problema sistêmico. Quando cada demanda, por menor que seja, passa pelo mesmo gargalo técnico, o backlog cresce, a insatisfação aumenta e o time perde tempo com tarefas que poderiam ser resolvidas de outra forma.

A adoção de ferramentas low code e no code reduz a carga sobre os departamentos de TI, liberando os profissionais técnicos para focar em iniciativas de maior complexidade e impacto estratégico.

O que essas abordagens não resolvem?

Low code e no code têm limitações. A escalabilidade e a complexidade das soluções podem ser limitadas, e pode ser necessário recorrer à programação tradicional para atender a requisitos mais avançados. Um sistema crítico de negócio, com integrações complexas entre múltiplas plataformas, regras de negócio sofisticadas e necessidade de alta disponibilidade, dificilmente será bem servido por uma plataforma no code.

Há também o risco de governança mencionado antes. O amplo uso de plataformas LCNC pode gerar um aumento dos chamados “projetos de TI invisível”, implementados sem o conhecimento do departamento de TI. Aplicativos criados por áreas de negócio sem alinhamento técnico podem ignorar questões de escalabilidade, segurança e integração, e virar um passivo no futuro.

Profissional de TI trabalhando à noite com laptop e smartphone, com código sendo exibido em monitor ao fundo

Quando a demanda vai além dessas ferramentas

Low code e no code resolvem muita coisa. Só que à medida que a empresa cresce, surgem demandas que essas plataformas não foram feitas para atender: sistemas com alta complexidade técnica, integrações entre múltiplos ambientes, produtos digitais que precisam de escalabilidade real e governança robusta.

É nesse ponto que contar com um parceiro técnico estratégico deixa de ser conforto e vira necessidade.

A NextAge trabalha com empresas que estão exatamente nesse momento: crescendo rápido, com demandas digitais que aumentam em complexidade, e que precisam de um time técnico capaz de entregar sem as dores da contratação direta. O modelo de Outsourcing 2.0 foi desenhado para isso, squads ágeis de alta performance, com profissionais validados técnica e comportamentalmente, integrados à cultura do cliente e gerenciados internamente pela NextAge para garantir entregas consistentes.

Se a sua empresa está num ponto de inflexão e as decisões tecnológicas estão mais complexas do que antes, faz sentido conversar com quem já ajudou outras empresas a navegar esse momento. 

Conclusão

Low code e no code são ferramentas poderosas e cada vez mais presentes no dia a dia das empresas. Cerca de 84% das empresas adotam plataformas low code ou no code para reduzir o backlog de TI e acelerar a entrega de aplicações. Quem souber combiná-las com desenvolvimento sob medida, no momento certo e com a governança adequada, ganha em velocidade sem abrir mão de qualidade.

Quer entender como estruturar a estratégia de desenvolvimento da sua empresa na prática? Conheça as soluções da NextAge e fale com um especialista.

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