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O impacto da IA na criatividade humana: descobertas e insights

O uso da Inteligência Artificial (IA) está cada vez mais presente no dia a dia das empresas. Segundo o estudo “Work Trend Index” (2025), realizado pela Microsoft em conjunto com o Linkedin, cerca de 75% dos trabalhadores de escritório (os chamados “knowledge workers”) do mundo inteiro já utilizam a ferramenta no trabalho. A grande adesão é clara, apesar de ainda diferir regionalmente, pois, na América Latina, por exemplo, o número está um pouco abaixo dessa média, totalizando apenas 58% (“The State of AI in 2024”, McKinsey & Company).

Durante a rotina, o uso dessa tecnologia varia, podendo ser usada como assistente para escrita de códigos, brainstorming (ou “chuva de ideias”), resumo de informações ou até mesmo pesquisa. 

Nesse âmbito, uma pesquisa publicada no Jornal de Psicologia Aplicada fez uma descoberta interessante, mais especificamente no tópico da influência da IA na criatividade humana, e os resultados foram interessantes. Segundo os pesquisadores, essa tecnologia ajuda na melhora da criatividade de somente alguns colaboradores. Mas, por que isso acontece? É o que vamos explorar nesse artigo. 

Uma ilustração em estilo retrô, lembrando o visual de ficção científica dos anos 80, sobre um fundo preto que sugere o espaço sideral. Sugere O impacto da IA na criatividade humana

Sobre a pesquisa 

Para começar, é importante entender de onde vem a criatividade e como ela é trabalhada. Fundamentalmente, ela vem da capacidade de sintetizar, recombinar e juntar elementos de uma forma inusitada, como nunca vista antes. Para isso, as pessoas consideradas criativas possuem certas características cognitivas, como visão crítica bem desenvolvida sobre seu próprio trabalho. 

Em tarefas que exigem criatividade, o estudo traz que o contexto também importa, principalmente em dois âmbitos, vistos a seguir. O primeiro deles é um acesso livre a informação e a conhecimentos do negócio da empresa, para que possam ser desdobrados. Já o segundo é uma rotina que permita ajuste nos métodos de trabalho e ordem das tarefas, conseguindo alternar das mais complexas às mais simples, de forma a permitir o ócio criativo. É nessa parte que a IA entra e influencia muito. 

Uma das formas que os colaboradores utilizam essa ferramenta é para fazer pesquisas, em outras palavras, expandir seu conhecimento. Ela consegue faz isso em segundos, e a nova camada de informações pode ser cruzada com os insights humanos, resultando em uma nova leitura. Além disso, a IA também contribui ao assumir a execução tarefas repetitivas, diminuindo a exaustão mental. 

Entretanto, apenas disponibilizar essa tecnologia não é garantia de que ela será usada da maneira correta. Como dito anteriormente, é preciso ter visão crítica e estratégica, uma capacidade cognitiva encontrada em somente determinados perfis. Essa habilidade permite planejar as etapas das tarefas realizadas, avaliar se está sendo feita de modo efetivo ou acompanhar seu progresso. Através dessa visão, a IA entra como uma ferramenta que preenche gaps e traz uma nova visão. O estudo complementa que demais perfis tendem a aceitar a primeira resposta, o que não contribui para a criatividade. 

Como gestores podem contribuir para a criatividade

Com a descoberta, é necessário pensar como incentivar a criatividade no ambiente de trabalho utilizando a ferramenta do jeito certo, ou seja, desbloqueando todo o seu potencial. Para isso, a resposta é desenvolver a metacognição, sendo ela a capacidade de refletir sobre o próprio pensamento, ou “pensar sobre como pensamos”. Isso permite monitorar, organizar e regular nossos processos cognitivos para aprender e resolver problemas. 

Uma das alternativas é utilizar a IA como fonte de pesquisa. A gestão pode encorajar o time a reunir diversas informações, olhar as coisas por diferentes ângulos e automatizar o que for possível para permitir o descanso cognitivo e ter as condições necessárias para pensar em alternativas criativas.

Além disso, é preciso estimular o pensamento crítico. Uma prática simples, mas que impacta positivamente, é sempre desconfiar das respostas da ferramenta, encarando apenas como um ponto de partida e não como a resposta final. Essa habilidade pode ser treinada, é claro, o que se classifica como mais uma boa prática. Exercícios simples como analisar a resposta, tentar identificar erros e sugerir alternativas já ajuda.

Por último, pode-se pensar em um fluxo de trabalho que posiciona a IA como ferramenta potencializadora do trabalho. Pensando de modo aplicado, em vez de utilizá-la para respostas rápidas, a tecnologia pode ser usada para gerar diferentes perspectivas, comparar e até criticar respostas anteriores e repensar a mesma ideia diversas vezes. 

Nós da NextAge sabemos disso, e aplicamos essas boas práticas em nosso dia a dia. Estamos cientes de que a IA está cada vez mais integrada na rotina de trabalho e, por isso, criamos o NextFlow IA, nossa metodologia inovadora aplicada ao desenvolvimento de software. Nossos devs utilizam a IA como ferramenta para gerar mais eficiência e automatizar tarefas manuais. Apesar disso, tudo é feito com “zero trust”, ou seja, cada linha de código é revisada criticamente pelos nossos profissionais. 

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