Se você já trabalhou com microserviços ou arquiteturas distribuídas, sabe o quanto pode ser complicado fazer diferentes APIs se entenderem, isso porque cada tem seu modelo, sua linguagem e suas regras. O resultado? Integrações frágeis, acoplamentos indesejados e uma pilha de retrabalho.
É aí que entra o Model Context Protocol (MCP). Desenvolvido pela Anthropic e lançado em novembro de 2024, o MCP visa facilitar conexões seguras e bidirecionais entre assistentes de IA e sistemas onde os dados residem, como repositórios de conteúdo, ferramentas empresariais e ambientes de desenvolvimento.
Esse tipo de abordagem é muito importante para equipe que realizam sustentação de sistemas e projetos com alta complexidade de integração — áreas de atuação da NextAge. Com uma metodologia validada internacionalmente, nós da NextAge ajudamos empresas a organizar, padronizar e evoluir suas APIs com muito mais eficiência.
Neste artigo, vamos te mostrar como o MCP funciona e por que ele pode ser o caminho mais leve e eficiente para construir um verdadeiro barramento de APIs.
O Que é o Model Context Protocol?
O MCP é um protocolo conceitual, ele não é não uma ferramenta, mas sim uma forma de pensar a arquitetura. A ideia é simples: todos os serviços compartilham modelos de dados versionados e contextualizados, chamados de Model Contexts.
Esses modelos são a base da comunicação. Se todo mundo fala o mesmo idioma (mesmo que use tecnologias diferentes), a integração acontece de forma fluida, sem precisar de adaptações complexas.
É como criar um dicionário comum entre todos os serviços. Cada termo tem um significado claro e atualizado. Com isso, a consistência entre APIs se mantém — mesmo com times diferentes desenvolvendo em paralelo.
Porque usar MCP como no Barramento de API?
Adotar o MCP traz vantagens diretas para quem desenvolve e mantém APIs:
- Consistência: os dados trafegam com a mesma estrutura e semântica entre serviços;
- Versionamento sem dor: dá para evoluir os modelos sem quebrar o que já está funcionando;
- Desacoplamento inteligente: cada serviço mantém sua autonomia, mas se integra com facilidade.
E o melhor: tudo isso sem precisar de gateways pesados ou infra centralizada. O Model Context Protocol funciona como um barramento leve, focado apenas no que importa — os dados e seus significados.
O MCP aplicado na Prática
O MCP se apoia em três elementos principais:
- Model Contexts
São os modelos padronizados de dados. Por exemplo: UserContext, OrderContext, PaymentContext. Eles definem campos, tipos e o que cada coisa representa. E claro, são versionados.
- Registry Central
Um repositório onde todos os Model Contexts ficam registrados e disponíveis para consulta. Pode ser um Git versionado, uma API ou até um banco. O importante é que seja acessível para todos os serviços.
- APIs MCP-Compliant
As APIs precisam seguir os modelos definidos no registry. Isso inclui consumir e produzir dados de acordo com os Contexts, sempre respeitando a versão correta.
Na prática, pense em uma empresa com vários serviços: usuários, pagamentos, inventário, relatórios. Sem MCP, cada um define seus próprios modelos. Na hora de integrar, vira uma bagunça: conversões, validações, adaptações…
Com MCP, o time define os Contexts centrais — por exemplo, UserContext e PaymentContext — e publica no registry. A partir daí, todos os serviços consultam e utilizam esses modelos como padrão.
Resultado? Menos retrabalho, mais clareza, integração mais rápida e muito mais governança sobre os dados que circulam no sistema.
O que tirar de tudo isso?
O MCP não é um modismo ou mais uma buzzword. É uma forma sólida de estruturar a comunicação entre APIs com mais organização, menos acoplamento e muito mais controle.
Em vez de centralizar tudo em gateways, o MCP centraliza apenas o necessário: os modelos. Isso permite que os serviços evoluam com autonomia, sem perder a coerência entre si.
Se sua arquitetura precisa de escalabilidade, flexibilidade e clareza, talvez esteja na hora de experimentar o MCP.
Se quiser colocar tudo isso em prática, a NextAge tem um time especializado pronto para ajudar — seja com sustentação, evolução de sistemas legados ou até com outsourcing de times especialistas em arquitetura distribuída. Quer começar? É só dar o primeiro passo: defina seus Contexts. O resto flui naturalmente.