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Contratar DevOps: faça uma escolha assertiva

Mais de 60% das organizações já adotaram práticas DevOps, segundo o relatório State of DevOps da Puppet. Mesmo assim, contratar o profissional certo para operacionalizar essa cultura continua sendo um dos maiores gargalos dos times de tecnologia.

Esse texto existe para resolver isso. Vamos abordar o que é um DevOps, o que você deve avaliar na hora de contratar, onde as empresas costumam errar nesse processo e como tomar uma decisão que faça sentido para o seu negócio.

Pessoa segurando tablet com interface de dados integrados em ambiente de monitoramento com telas ao fundo.

 

O que faz um profissional DevOps?

DevOps não é um cargo com função única e bem delimitada, é um conjunto de práticas, cultura e responsabilidades que varia bastante de empresa para empresa. Isso já explica parte da confusão na hora de contratar.

Um profissional DevOps atua na ponte entre os times de desenvolvimento e operações. Ele cuida da infraestrutura que sustenta o produto, automatiza processos repetitivos, garante que o código saia do repositório para produção de forma rápida e segura (é aí que entram os famosos pipelines de CI/CD), e monitora tudo para que problemas sejam identificados antes de virarem incêndio.

Um ponto importante para ter claro antes de abrir a vaga: DevOps é uma cultura, não só um título. O profissional DevOps é quem operacionaliza essa cultura dentro do time, ele não existe para substituir devs, mas para criar a ponte entre eles e tornar o fluxo de entrega mais inteligente.

Por que ter um DevOps no time faz diferença?

Os números ajudam a colocar em perspectiva. Segundo o relatório Accelerate State of DevOps 2022 do Google DORA, times de alto desempenho realizam deploys com frequência muito maior e recuperam incidentes em horas, não dias. Na mesma linha, empresas com cultura DevOps madura registraram 51% menos falhas em mudanças de código.

Traduzindo para o dia a dia do negócio: entregas mais frequentes, produto evoluindo com constância, menos retrabalho e uma infraestrutura que não quebra na hora errada. Para times que trabalham com desenvolvimento de software, esse profissional deixou de ser diferencial e virou necessidade.

Não à toa, 29% dos times de TI contrataram recentemente um engenheiro DevOps, tornando-o o cargo mais recrutado na área, segundo dados da Brokee com base em pesquisas do setor.

Mão de pessoa de terno interagindo com diagrama holográfico do ciclo DevOps sobre laptop, com ícones de IA e engrenagens ao redor.

O que avaliar na hora de contratar?

No lado técnico, o profissional precisa ter domínio prático (não só teórico) das ferramentas que você usa ou pretende usar. Os itens mais relevantes hoje são:

  • Containerização: Docker e Kubernetes
  • Infraestrutura como código: Terraform, Ansible ou similares
  • Pipelines de CI/CD: GitHub Actions, GitLab CI, Jenkins
  • Cloud: AWS, GCP ou Azure, idealmente com certificação
  • Monitoramento: Prometheus, Grafana, Datadog ou equivalentes
  • Noções de segurança de infraestrutura (DevSecOps)

No lado comportamental, três coisas fazem muita diferença e raramente aparecem no currículo:

Comunicação. O DevOps precisa traduzir contexto técnico para pessoas não técnicas, líderes de produto, gestores, até clientes. Quem não consegue fazer isso cria silos, e silos destroem a própria proposta de valor do papel.

Cultura de melhoria contínua. O bom profissional não está satisfeito com “está funcionando”. Ele documenta, revisa processos e está sempre avaliando o que pode ser automatizado ou simplificado.

Autonomia com responsabilidade. DevOps costuma trabalhar com alta autonomia sobre infraestrutura crítica. Você precisa de alguém que tome decisões bem fundamentadas, não alguém que precise de validação para cada passo.

Profissional de tecnologia com fone de ouvido analisando código em monitor, em ambiente escuro com iluminação azul.

Erros comuns no processo seletivo

Algumas empresas chegam ao processo seletivo sem clareza suficiente, e isso custa caro.

  • Confundir DevOps com SRE ou Sysadmin. São papéis diferentes. Um Sysadmin cuida da manutenção de infraestrutura existente. Um SRE (Site Reliability Engineer) é mais focado em confiabilidade e geralmente trabalha em ambientes de escala maior. O DevOps tem um escopo mais abrangente de integração entre dev e ops. Contratar o perfil errado para a função certa gera frustração.
  • Abrir a vaga sem entender o estágio atual da sua infraestrutura. Se você ainda não tem pipelines de CI/CD, o profissional vai começar do zero, e isso exige um perfil mais sênior e autônomo. Se a infraestrutura já está estruturada, talvez você precise de alguém para evoluir e monitorar, não para construir.
  • Avaliar só o técnico. Já mencionamos isso acima, e vale repetir: um DevOps tecnicamente brilhante que não se comunica bem com o restante do time vai criar problemas de colaboração que vão custar mais do que qualquer bug de infraestrutura.

Terceirização como alternativa estratégica

Contratar bem leva tempo. E tempo, em tecnologia, é uma variável cara.

Para muitas empresas, especialmente as que estão acelerando sua transformação digital ou não têm um processo seletivo técnico estruturado para avaliar DevOps, o outsourcing especializado resolve o problema sem abrir mão de qualidade.

É exatamente aí que entra o Outsourcing 2.0 da NextAge.

O modelo foi desenhado para empresas que precisam de profissionais de alto desempenho sem as complexidades da contratação direta. Os profissionais são validados técnica e comportamentalmente antes de chegar no seu time, o que reduz significativamente o risco de uma contratação equivocada. Além disso, a NextAge mantém Tech Leads internos que garantem eficiência na operação e alinhamento cultural com o time do cliente desde o início.

O contrato é descomplicado, o onboarding tem desconto, e o cliente foca no que importa: o produto. A NextAge gerencia a capacidade produtiva e a evolução tecnológica.

Para quem precisa de um profissional DevOps agora, com segurança e sem enrolação, vale a conversa.

Ficou com dúvida sobre como estruturar esse processo? Fale com a gente.

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