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Contratar dev full stack: guia completo para recrutar

Encontrar um desenvolvedor full stack qualificado virou um dos principais desafios para gestores de TI. Não é exagero: segundo o relatório Global Knowledge Worker Study, 63% dos executivos de tecnologia afirmam que a falta de talentos especializados é o maior obstáculo para inovação.

O mercado está aquecido, os profissionais sêniores são escassos e a pressão por entregas rápidas só aumenta. Nesse guia, orientamos sobre qual o caminho certo para ter os melhores profissionais do seu time. 

Desenvolvedor full stack trabalhando em código no monitor enquanto utiliza laptop, representando o dia a dia de um profissional de tecnologia

O que faz um desenvolvedor full stack?

Um desenvolvedor full stack é aquele profissional que trabalha tanto no front-end (a parte visual que o usuário vê) quanto no back-end (a lógica e infraestrutura que fazem tudo funcionar). Ele transita entre diferentes camadas da aplicação e consegue entregar uma funcionalidade completa, do banco de dados até a interface.

Na prática, esse dev participa de todo o ciclo de vida do produto. Ele pode estar criando uma API pela manhã, ajustando a responsividade de uma tela à tarde e configurando um pipeline de deploy no final do dia. Essa versatilidade reduz ruídos de comunicação entre times e acelera a entrega de valor.

Empresas buscam esse perfil justamente pela visão completa que ele oferece. Quando você tem alguém que entende tanto de UX quanto de arquitetura de banco de dados, as decisões técnicas ficam mais assertivas e o produto evolui com mais coesão.

Habilidades técnicas essenciais

No front-end, espera-se que o desenvolvedor domine ao menos um framework moderno como React, Vue ou Angular. Ele precisa saber trabalhar com responsividade, acessibilidade e ter noção de experiência do usuário. Não é só fazer funcionar, é fazer funcionar bem em qualquer dispositivo.

Já no back-end, as responsabilidades incluem desenvolvimento de APIs RESTful ou GraphQL, integração com bancos de dados relacionais e não-relacionais, e implementação de lógica de negócio complexa. Conhecimentos em Node.js, Python, Java ou C# costumam aparecer nas vagas, dependendo do stack da empresa.

Além disso, um full stack precisa ter familiaridade com versionamento de código (Git é padrão de mercado), noções de DevOps para entender como sua aplicação vai para produção e conceitos de segurança para não criar vulnerabilidades.

Laptop aberto exibindo código de programação em editor de desenvolvimento, ilustrando as habilidades técnicas essenciais de um desenvolvedor full stack

Habilidades comportamentais que importam

Autonomia é provavelmente a soft skill mais valiosa em um dev full stack. Como ele atua em diferentes frentes, precisa saber priorizar tarefas, desbloquear problemas sozinho e buscar soluções sem depender de supervisão constante. Segundo dados da pesquisa “State of Software Engineers 2023”, 78% dos gestores de engenharia consideram autonomia e capacidade de resolver problemas mais importantes do que o domínio de uma tecnologia específica.

Comunicação clara também é importante. Esse profissional vai conversar com designers sobre a viabilidade de uma interface, com o time de produto sobre prazos e com outros devs sobre arquitetura. Se ele não consegue traduzir conceitos técnicos para diferentes públicos, gargalos aparecem.

Adaptabilidade é outra característica crucial. O mercado muda rápido, novas ferramentas surgem toda semana e o dev full stack precisa ter curiosidade e disposição para aprender. Tecnologias que eram tendências há dois anos já podem estar ultrapassadas hoje.

O processo de recrutamento tradicional

O caminho tradicional para contratar um dev full stack é conhecido: você abre a vaga, divulga em plataformas especializadas, recebe dezenas de currículos, faz uma triagem inicial, aplica testes técnicos, conduz entrevistas comportamentais e, finalmente, faz a proposta.

Parece simples no papel. Na prática, segundo o relatório Time to Hire, da Gupy, o tempo médio para fechar uma vaga de tecnologia no Brasil é de 45 dias. Isso quando dá certo. Para posições sêniores, esse prazo pode ultrapassar 60 dias facilmente.

O custo por contratação também pesa. Além do investimento em plataformas de recrutamento e possíveis headhunters, há o custo da equipe interna envolvida no processo: tempo do RH triando currículos, tempo dos líderes técnicos fazendo entrevistas e revisando testes. A Society for Human Resource Management estima que o custo médio por contratação nos EUA é de US$ 4.700, e no Brasil os valores podem variar bastante dependendo da senioridade e do mercado regional.

O risco de uma má contratação é o que realmente assusta. Você investe dois meses no processo, mais 30 a 60 dias de onboarding até o profissional estar produtivo de fato. Se ele não se adapta à cultura ou não entrega o esperado, você perdeu quatro meses e precisa recomeçar do zero.

Gestor de TI em reunião estratégica com profissional de outsourcing, analisando documentos e planejando alocação de equipe de desenvolvimento

Quando a contratação direta faz sentido (e quando não faz)

Contratar CLT faz sentido quando você está construindo um time permanente para um produto de longo prazo. Se a empresa tem estrutura de gestão de pessoas consolidada, benefícios competitivos e cultura forte, a contratação direta pode criar engajamento e retenção.

Faz sentido também quando você precisa de alguém profundamente imerso no negócio, que vai crescer junto com a empresa e eventualmente assumir posições de liderança. Para esses casos, o investimento no vínculo empregatício compensa.

Agora, existem cenários em que a contratação direta vira um risco. Projetos com deadline apertado não podem esperar 60 dias para fechar uma vaga. Empresas que precisam escalar rápido, contratando cinco ou dez devs em um trimestre, esbarram na capacidade operacional do RH e dos times técnicos para conduzir tantos processos simultâneos.

Se a sua empresa não tem estrutura robusta de gestão de pessoas, com programas de carreira definidos e lideranças preparadas para desenvolver talentos, o turnover vai ser alto. Desenvolvedores sêniores querem crescimento técnico e reconhecimento. 

Outsourcing 2.0: a alternativa estratégica

O modelo de terceirização mudou. Não estamos falando daquele “banco de talentos” genérico, onde você pede um dev e recebe um currículo aleatório para entrevistar. O Outsourcing 2.0 é baseado em alocação de squads completos ou desenvolvedores especializados, profissionais validados técnica e comportamentalmente, e gestão integrada que garante entrega de valor desde o primeiro dia.

Em vez de você passar dois meses recrutando, você recebe um time que já foi testado, que já trabalha junto e que tem uma liderança técnica acompanhando de perto. 

As vantagens são concretas. A velocidade de onboarding é drasticamente menor porque o profissional já conhece metodologias ágeis. A gestão é terceirizada, então você não precisa lidar com questões trabalhistas, turnover ou desenvolvimento de carreira. E há flexibilidade: se o projeto acabou ou mudou de escopo, você ajusta o squad sem precisar demitir ninguém.

Na NextAge, por exemplo, o modelo de Outsourcing 2.0 garante profissionais que passaram por avaliação técnica aprofundada e análise de fit cultural. Você não recebe apenas um desenvolvedor competente, recebe alguém que vai se integrar bem ao seu contexto de negócio. Além disso, há Tech Leads dedicados para garantir eficiência e alinhamento contínuo entre o squad alocado e os objetivos do seu produto.

Erros comuns ao contratar devs full stack

Um dos erros mais frequentes é focar exclusivamente no stack técnico. O dev sabe React, Node, Docker e PostgreSQL? Ótimo. Ele consegue trabalhar em equipe, lidar com prazos apertados e se comunicar de forma clara? Se a resposta for não, você vai ter problemas rapidamente.

Outro erro é não ter clareza sobre o que o projeto realmente precisa. Você está contratando para manter um legado ou para construir algo do zero? Precisa de alguém que saiba arquitetar soluções ou alguém que execute bem com supervisão? Sem essa definição, você pode contratar um pleno quando precisava de um sênior, ou vice-versa.

 

Quer conhecer como o modelo de Outsourcing 2.0 pode acelerar suas entregas sem os riscos da contratação tradicional? Agende uma conversa com nossos especialistas e descubra como devolver o controle para o seu time. 

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